As 10 melhores músicas do Drake

|Juciara Ribeiro
As 10 melhores músicas do Drake
Música · Hip-Hop & R&B 

Os Maiores Sucessos da Carreira do Rapper Canadiano


Mais de 3.700 milhões de streams na música mais ouvida. Recordes que ninguém esperava. E uma carreira que, apesar de tudo, continua a incomodar quem preferia que tivesse acabado há dez anos.

Vou ser direta sobre uma coisa antes de começar: fazer uma lista das melhores músicas do Drake é uma tarefa com armadilhas em todo o lado. Os fãs mais antigos querem Marvin's Room no topo. Os que descobriram através das playlists do Spotify colocam One Dance sem hesitar. Há quem não perdoe o período pós-Take Care. E há quem ache que ele nunca voltou a fazer nada relevante depois de 2016, o que os números contradizem, mas que do ponto de vista da crítica tem algum fundamento.

Esta lista usa cinco critérios concretos: posição e duração em tabelas internacionais, volume de streams a longo prazo, impacto cultural medido de forma objetiva, longevidade no catálogo, e aquilo que os fãs continuam a ouvir anos depois do hype inicial ter passado. Quando esses critérios convergem, a escolha é fácil.

Uma nota sobre o que não está aqui: faixas com outros artistas onde Drake aparece como feat. ficaram fora. Work com a Rihanna tem mais de 1.500 milhões de streams, mas é a música dela, não dele. As regras importam.

Drake em números
Streams — One Dance 3,7 mil M
Certificação — God's Plan 15× Platina EUA
Semanas no Hot 100 — Scorpion 29
Artista mais ouvido Spotify — década de 2010
Singles Diamond EUA 3+

Quem é Drake e Porque Dominou a Música Mundial?

Antes de tudo isto, era um ator de série canadiana para adolescentes. Aubrey Drake Graham interpretava Jimmy Brooks em Degrassi, um miúdo de cadeira de rodas com problemas sentimentais. Não é o currículo que se imagina para o rapper mais transmitido de sempre no Spotify. Mas faz todo o sentido quando se percebe o que ele foi fazer à música.

A transição começou com mixtapes distribuídas de graça: Room for Improvement em 2006, So Far Gone em 2009. Lil Wayne ouviu e assinou-o na Young Money. O que se seguiu foi uma carreira construída sobre uma ideia simples e provocatória para o hip-hop da época: um rapper podia falar abertamente sobre vulnerabilidade emocional sem perder credibilidade. Podia cantar, não apenas rimar. Podia fazer uma música sobre uma ex-namorada às três da manhã com a mesma seriedade com que outros falavam de dinheiro e poder.

Funcionou. E irritou muita gente, o que também faz parte.

Hoje, os números são o argumento mais fácil: artista digital mais certificado de sempre nos Estados Unidos, com mais de 142 milhões de unidades em vendas combinadas e streams. O álbum Views liderou o Billboard 200 durante treze semanas. O Scorpion gerou três números 1 no Hot 100. One Dance foi a primeira música da história a cruzar os 1.000 milhões de streams no Spotify. Mas os números só explicam o tamanho. Não explicam porque é que ele continua a importar para tanta gente que cresceu com a sua música.

De Degrassi aos recordes — os marcos que definiram a carreira
2009
So Far Gone — a mixtape que mudou tudo

Distribuída de graça. Lil Wayne ouviu. Em poucos meses, todos os grandes selos queriam assinar Drake. Escolheu ficar com a Young Money.

2011
Take Care — o álbum que definiu uma geração

Grammy para Melhor Álbum de Rap. Ainda hoje é o ponto de referência quando se discute o seu trabalho. Difícil de superar.

2015
Hotline Bling — o rapper mais memável da internet

O vídeo transformou-o num fenómeno cultural que transcendeu completamente a música. Por bem e por mal.

2016
One Dance — primeiro número 1 solo no Hot 100

Primeira música de sempre a cruzar os 1.000 milhões de streams no Spotify. Um recorde que pertenceu a esta faixa antes de qualquer outra.

2018
Scorpion — 29 semanas no topo do Hot 100 ✦

God's Plan, Nice For What, In My Feelings. Três números 1 de um só álbum. Recorde histórico de streams na semana de lançamento.

Como Escolhemos as Melhores Músicas do Drake?

Listas deste tipo costumam ser ou uma contagem de streams copiada de uma base de dados, ou uma votação de fãs que não leva em conta nada além da nostalgia. Nenhuma das duas abordagens me interessa muito.

Aqui cruzaram-se cinco dimensões. Sucesso comercial em tabelas físicas e digitais, posição máxima e tempo no topo, não apenas a estreia. Volume de streams a longo prazo, que separa os êxitos momentâneos das músicas que as pessoas continuam a ouvir anos depois. Impacto cultural, medido pela presença persistente em meios, influência noutros artistas, e aquela capacidade de certas músicas de se tornarem referência para experiências humanas específicas. Longevidade no catálogo, as músicas que ainda estão nas playlists e nas conversas. E a receção dos fãs, não apenas na semana de lançamento mas ao longo do tempo.

Quando esses fatores todos apontam na mesma direção, a decisão é simples. Quando divergem, e há aqui casos complicados, tomei uma posição. O critério de desempate foi sempre o impacto duradouro sobre o instantâneo.


As 10 melhores músicas do Drake
10
Chicago Freestyle
Dark Lane Demo Tapes · 2020 · feat. Giveon

Esta entra na lista por razões que os números não explicam. Lançada a meio da pandemia, numa mixtape distribuída de graça, sem campanha de promoção nem aposta calculada em nenhum mercado específico, é exatamente por isso que é tão boa. Sem a pressão de ser um single, Drake faz aqui algo que raramente consegue nas faixas pensadas para o rádio: soa completamente relaxado.

A voz de Giveon ancora tudo com uma gravidade que contrasta bem com o flow mais contido de Drake. O instrumental é simples. E é essa simplicidade que expõe a qualidade lírica sem rede de segurança. Entre os fãs que distinguem entre o Drake do espetáculo e o Drake do estúdio, esta faixa é quase sempre citada. Não chegou ao Top 10 do Hot 100, logo, não interessa.

Contexto
Pandemia — distribuição gratuita
Destaque
Favorita dos fãs exigentes
Feature
Giveon
09
Hold On, We're Going Home
Nothing Was the Same · 2013 · feat. Majid Jordan

Em 2013, um rapper a fazer synth-pop dos anos 80 era uma aposta estranha. Não havia precedente claro. E mesmo assim, Hold On, We're Going Home não soa a experiência, soa a músico que percebe exatamente o que está a fazer e porquê.

É uma canção de amor construída sobre um groove retrofuturista que podia pertencer a um cassete de 1984. Ganhou o Grammy de Melhor Canção de Rap nesse ano, o que na altura causou alguma confusão porque chamar-lhe "rap" era já um exagero generoso. Mas foi o Grammy que foi. A importância desta faixa na carreira do Drake é estrutural: foi a primeira prova de que ele conseguia sair completamente das convenções do género sem perder a identidade. Tudo o que veio depois, os registos afrobeats, o dancehall, os experimentos pop, tem aqui uma raiz direta.

Grammy
Melhor Canção Rap 2014
Posição UK
Top 5
Registo
Synth-pop / R&B
08
Laugh Now Cry Later
Certified Lover Boy · 2020 · feat. Lil Durk

Filmada no campus da Nike World Headquarters em Beaverton com carros, campos de basquetebol e um Lil Durk bastante à vontade, Laugh Now Cry Later entrou no Top 3 do Billboard Hot 100 na semana de estreia e ficou por lá durante semanas. É uma faixa de confiança. Não tenta ser outra coisa.

O que a distingue das habituais faixas de arrogância do catálogo do Drake é a produção. Cardo e Supah Mario fizeram um beat deliberadamente contido, espaço vazio onde outro produtor teria enchido. Essa escolha obriga o ouvinte a focar-se nas palavras. E as palavras aguentam o escrutínio. Para quem acha que o Drake pós-Take Care perdeu a capacidade de rimar com substância, esta faixa é um argumento razoavelmente convincente em sentido contrário.

Hot 100
Top 3
Vídeo filmado em
Nike HQ, Oregon
Feature
Lil Durk

"Há uma versão desta lista feita apenas pelos números, e há uma feita por quem ouviu estas músicas em momentos específicos da vida. As melhores listas tentam equilibrar as duas coisas. Esta não foge a essa tensão."

07
Passionfruit
More Life · 2017

Se tivesse de escolher uma única faixa do Drake para mostrar a alguém que nunca o tinha ouvido, seria provavelmente esta. Não a mais famosa, não a que tem mais streams. Esta.

Produzida por Murda Beatz com acordes de synth que pairam no ar e uma subtileza de steel drum que nunca insiste, é o momento em que Drake mais se aproximou de fazer uma música pop perfeita sem abdicar de nada que o define. A letra é sobre uma relação que falha por razões de distância, não de falta de sentimento, apenas de geografia e tempo. John Mayer tocou-a ao vivo. Os Paramore fizeram uma versão acústica. Estas coisas dizem algo sobre a qualidade de uma melodia que os números de streams não capturam completamente. Dito isto: 1.900 milhões de streams também não é mau.

Streams Spotify
+1,9 mil M
Covers notáveis
John Mayer · Paramore
Produção
Murda Beatz
06
Marvin's Room
Take Care · 2011

Drake, provavelmente bêbado, a telefonar a uma ex às três da manhã para lhe dizer que a pessoa com quem ela agora está não presta. É desconfortável de ouvir. E também é reconhecível de uma forma que muita gente preferia não admitir.

Aquele piano minimalista, as vozes femininas em fundo, o ritmo lento que parece propositalmente instável, tudo serve a mensagem sem nunca a ultrapassar. Não foi o maior êxito comercial do álbum Take Care, mas é a faixa mais citada quando se fala do impacto desse álbum, e não é por acaso. Marvin's Room inaugurou um subgénero inteiro, chame-lhe como quiser, mas existe uma linha direta entre esta música e dezenas de faixas que apareceram na década seguinte, de artistas que perceberam que mostrar fraqueza publicamente podia ser um instrumento de ligação emocional tão poderoso como qualquer outra coisa. Drake percebeu isso antes de quase toda a gente.

Álbum
Take Care — 2011
Legado
Definiu um subgénero
Registo
Vulnerabilidade como força
05
In My Feelings
Scorpion · 2018

O In My Feelings Challenge foi, em 2018, um daqueles momentos em que a internet decidiu que uma música era o tema do verão sem que ninguém tivesse enviado um memorando. O comediante Shiggy colocou um vídeo no Instagram a dançar junto a um carro em movimento. Três semanas depois, o Will Smith estava a fazer o mesmo em cima de uma ponte em Budapeste. O J-Hope dos BTS, a Ciara, toda a gente.

Dez semanas no número 1 do Billboard Hot 100. Mais de 1.400 milhões de streams no Spotify. Mas o que interessa mesmo nesta música não é o viral, é que a música sobreviveu ao viral. Ainda hoje é ouvida sem ironia, sem aquela distância condescendente que os fenómenos da internet normalmente criam. A razão é simples: o beat de bounce de Nova Orleães funciona antes e depois do desafio. A referência à Keke funciona, o refrão funciona e o viral foi só o acelerador de algo que já era bom.

Semanas #1 Hot 100
10
Streams Spotify
+1,4 mil M
Fenómeno
#InMyFeelingsChallenge

04
God's Plan
Scary Hours / Scorpion · 2018

A história do vídeo desta música é tão boa que às vezes ofusca a música em si. Drake recebeu um orçamento de produção de quase um milhão de dólares, gastou quase tudo a distribuir dinheiro, alimentação e bolsas de estudo em Miami. Filmaram tudo. O vídeo é documentário dessa distribuição, e a música já estava no número 1 antes de o vídeo sair, o que significa que o gesto generoso foi uma camada adicional sobre algo que já funcionava por si só.

Onze semanas no número 1 do Hot 100. Certificação 15× Platina nos EUA, tornando-a o single mais certificado da carreira, com mais de 2.800 milhões de streams. Na semana de lançamento, bateu o recorde diário de streams no Spotify, superando o registo anterior de Taylor Swift. A letra é deliberadamente simples, gratidão, aceitação, a ideia de que nem tudo está no controlo de ninguém. Essa simplicidade não é pobreza criativa, é uma escolha, e é a razão pela qual a música chegou a toda a gente ao mesmo tempo.

Semanas #1 Hot 100
11
Certificação EUA
15× Platina
Streams Spotify
+2,8 mil M
03
Hotline Bling
Views · 2015

Existe uma ironia central nesta música: é provavelmente a mais gozada do catálogo do Drake, e também uma das mais genuínas que ele alguma vez fez. O vídeo, filmado em Toronto, financiado pela Apple, visualmente inspirado no artista James Turrell, transformou os movimentos de dança de Drake num GIF universal. Toda a gente imitou, riu e continuou a ouvir a música, o que era o único resultado que importava.

O sample de Why Can't We Live Together de Timmy Thomas, de 1972, cria uma nostalgia que não pertence a nenhuma época específica, pertence ao sentimento de saudade em geral. É uma canção sobre uma rapariga que saiu da sua vida e mudou de comportamento depois disso. Certificação Diamond nos EUA, quase 1.500 milhões de streams, e uma presença cultural que já dura uma década. Não chegou ao número 1 do Hot 100, ficou no 2, o que hoje parece uma anomalia histórica, mas o impacto cultural de Hotline Bling excede o de músicas que chegaram ao topo e foram esquecidas no mês seguinte.

Certificação EUA
Diamond
Streams Spotify
+1,4 mil M
Melhor posição Hot 100
#2

"Hotline Bling ficou no número 2 do Hot 100, tecnicamente, não é o maior êxito da carreira. Mas pergunta a qualquer pessoa na rua qual a música mais conhecida do Drake e nove em cada dez vão cantarolar aquele refrão."

02
Nice For What
Scorpion · 2018

Esta é, para muita gente que leva o catálogo do Drake a sério, a melhor música que ele alguma vez fez. Não a mais ouvida. A melhor. E há um argumento razoável para essa posição.

A construção é tecnicamente fascinante: um sample de Ex-Factor de Lauryn Hill, que por sua vez amostra os Wu-Tang Clan, colocado sobre um beat de bounce de Nova Orleães, transformado num hino sobre independência e resistência femininas. São três camadas de referência cultural que coexistem sem se atropelarem. O vídeo reuniu Olivia Wilde, Emma Roberts, Issa Rae, Tracee Ellis Ross e outras, não como decoração, mas como protagonistas com sequências próprias. Foi o tipo de escolha criativa que ou resulta muito bem ou parece oportunismo calculado. Aqui resultou muito bem, porque a música justificou completamente o conceito.

Número 1 no Hot 100. Número 1 no Reino Unido. 234 milhões de streams só no mercado britânico. Fica no número 2 desta lista por uma margem pequena, e se alguém preferir trocá-la com a que está no número 1, entendo perfeitamente o argumento.

Hot 100
#1
UK Charts
#1
Streams UK
234 M
01
One Dance
Views · 2016 · feat. Wizkid & Kyla

Não há forma honesta de colocar outra música aqui. Os números existem e são o que são: 3.700 milhões de streams no Spotify, tornando-a a faixa mais transmitida de toda a carreira por uma margem considerável. Primeiro número 1 no Hot 100 como artista principal. Certificação Diamond nos EUA. A primeira música de sempre a cruzar os 1.000 milhões de streams no Spotify, um recorde que pertenceu a esta faixa antes de pertencer a qualquer outra.

Mas há uma camada que os números não capturam. O sample de Do You Mind de Kyla, uma cantora britânica de garage que muito pouca gente conhecia fora do Reino Unido, reprocessado por Noah "40" Shebib e Nineteen85, com a voz do Wizkid como textura em fundo e Drake a deslizar por cima com uma economia de palavras que raramente consegue noutros contextos. É uma música sobre uma noite, sobre uma dança, sobre querer mais um momento antes de acabar.

O que poucas pessoas discutem tanto quanto deviam é o impacto desta música fora da carreira do Drake. One Dance foi um dos instrumentos centrais na popularização do Afrobeats e do Dancehall nos mercados ocidentais. Abriu espaço, literalmente, em termos de espaço nas playlists e nas rádios, para Burna Boy, para o Rema, para a Tyla, para toda uma geração de artistas africanos que hoje vendem estádios na Europa e na América do Norte em parte porque esta música normalizou aquele som antes deles chegarem. Isso não está em nenhuma tabela. Mas está em tudo o que a música popular soou nos anos seguintes.

Streams Spotify
3,7 mil M
Hot 100
#1
Certificação EUA
Diamond

Menções Honrosas
2020
Toosie Slide

Escrita com uma instrução de dança embutida na letra, literalmente ensina os passos enquanto toca. Chegou ao número 1 no Hot 100 na semana de lançamento, impulsionada pelo TikTok numa altura em que esse mecanismo ainda surpreendia toda a gente.

2019
Greece

Uma das melhores faixas de Care Package, e uma das mais ignoradas pela crítica. Drake a não tentar provar nada a ninguém, produção de Murda Beatz, tom relaxado, resultado excelente. Às vezes as músicas mais despretensiosas são as melhores.

2013
Started From the Bottom

O manifesto de origem. Simples, direto, sem romantismo desnecessário sobre os princípios difíceis. Uma das declarações mais honestas da carreira dele, e curiosamente mais crível do que muita coisa mais elaborada que veio depois.

2011
Headlines

Rap de confiança com uma produção deliberadamente escassa que obriga toda a atenção para as palavras. Um dos momentos mais tecnicamente limpos da carreira. Às vezes menos é simplesmente mais.

2011
Take Care

Com a Rihanna, do melhor álbum da carreira. Uma das colaborações mais bem conseguidas dos dois, delicadeza genuína numa faixa de hip-hop de mainstream, o que em 2011 ainda não era um dado adquirido. Grammy de Melhor Canção de Rap.

2023
First Person Shooter

Com o J. Cole, num momento raro de humildade mútua entre dois dos maiores do género. Número 1 no Hot 100. Prova de que Drake consegue gerar um êxito de topo em qualquer fase da carreira, o que incomoda quem preferia que não fosse assim.


Qual é a Melhor Música do Drake?

Depende do que se está a medir, e esta não é uma resposta de quem se está a esquivar. É genuinamente o caso.

Se o critério for impacto comercial puro, One Dance ganha sem discussão. 3.700 milhões de streams, o primeiro número 1 solo no Hot 100, a primeira música a ultrapassar o mil milhão no Spotify. Não há argumento contra esses números.

Se o critério for qualidade artística, construção, originalidade, execução, Nice For What tem o argumento mais forte. A forma como aquele sample de Lauryn Hill foi recontextualizado, a mensagem, a consistência entre música e vídeo: raramente tudo converge assim numa única faixa de três minutos.

E se estamos a falar de impacto emocional, das músicas que as pessoas guardam para momentos específicos das suas vidas, Marvin's Room e Passionfruit têm algo que nenhuma tabela consegue medir. Há músicas que vendem muito e há músicas que ficam. As melhores fazem as duas coisas. Drake tem pelo menos meia dúzia que consegue isso, o que já é mais do que a maioria dos artistas da sua geração pode dizer.


0 comments

Leave a comment

Please note, comments need to be approved before they are published.