Pilates lifestyle: porque esta prática vai além do exercício físico

|Juciara Ribeiro
Pilates lifestyle: porque esta prática vai além do exercício físico

Movimento · Bem-estar

Pilates não é uma tendência. É uma forma de viver no corpo


Quando os princípios da prática começam a aparecer fora do estúdio, percebe-se que isto é diferente.

Pilates

Há uma altura em que o Pilates deixa de ser aquela coisa que "tens de experimentar" e passa a ser parte da semana. Não porque alguém disse que era bom, mas porque o corpo começa a pedir.

O Pilates Lifestyle não é um conceito de marketing. É o que acontece quando os princípios da prática, controlo, respiração, postura e consciência, começam a aparecer fora do estúdio. Na forma como se senta à secretária. Na forma como respira quando está em stress.

Não é uma transformação radical de um dia para o outro. É mais subtil, e por isso mesmo é mais duradoura.

"Não é sobre fazer mais, nem sobre fazer melhor. É sobre começar a notar o que o corpo está a fazer, e isso muda tudo o resto."


O que muda no corpo e na cabeça
No corpo
Core e postura

O trabalho na zona abdominal e lombar aparece cedo, e com ele a postura começa a corrigir-se quase sem se perceber.

No corpo
Menos dores

Quem tem dores nas costas há anos costuma notar diferença nas primeiras semanas. Não desaparece tudo, mas alivia, e isso já é muito.

No corpo
Mobilidade real

Não é só flexibilidade de alongamento. É a capacidade de o corpo se mover bem no dia a dia, sem a rigidez de quem passa horas sentado.

Na cabeça
Stress que baixa

A respiração controlada tem um efeito direto no sistema nervoso. Não é misticismo, é fisiologia. E sente-se.

Na cabeça
Foco e presença

Uma aula de Pilates obriga a estar ali, naquele momento, naquele movimento. É difícil andar com a cabeça noutro sítio.

Na cabeça
Bem-estar que fica

Não é o pico de adrenalina a seguir a um treino intenso. É uma sensação mais calma, mais estável, e que dura mais tempo.


Quem está nas aulas

O perfil de quem pratica Pilates hoje é mais variado do que parece. Já não é um nicho de pessoas com muito tempo livre. Está em todo o lado, em escritórios, em estúdios pequenos, em ginásios, em casas.

O que a maior parte tem em comum é simples: chegou ao Pilates à procura de algo que ficasse. E ficou.

# Perfil
1 Trabalha em escritório
2 A recuperar de lesão
3 Saiu do ginásio
4 Quer bem-estar geral
5 Adultos 30–55, urbanos
Pilates ou ginásio

Há quem ponha os dois em competição, mas não é bem assim que funciona. São coisas diferentes, com objetivos diferentes. O ginásio é bom para força e performance. O Pilates é bom para controlo, estabilidade e alinhamento. Podem conviver, e muitas vezes convivem.

A diferença mais prática está no impacto. O ginásio pode ser exigente para as articulações ao longo do tempo. O Pilates trabalha de forma mais controlada, o que o torna mais sustentável para muita gente.

"Não é o treino mais espetacular que vais fazer. Mas é provavelmente aquele que ainda vais estar a fazer quando todos os outros já ficaram para trás."

O Pilates não tem uma fase de esgotamento. Adapta-se ao que a pessoa consegue dar em cada período, o que o torna difícil de abandonar da mesma forma que se abandona um plano de treino intenso. É essa a diferença entre uma moda e uma rotina.


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