Go Charge

|Juciara Ribeiro
Go Charge

Mobilidade · Elétrico · 8 min

Combustível a subir, rede a crescer, e um carregador que se paga em seis meses


O preço do combustível passou os 1,90 € por litro e não há sinal de que vá estabilizar tão cedo. Enquanto isso, a rede de carregamento elétrico cresceu 86% num único ano. Se já tens esta questão na cabeça, os números reais estão aqui.

Vamos ser diretos: para a maior parte das pessoas que percorrem entre mil e dois mil quilómetros por mês, a resposta é sim. Não é uma questão de moda nem de consciência ambiental, é uma questão de dinheiro.

Portugal tem hoje mais de 201 mil utilizadores ativos da rede pública de carregamento, com um crescimento de 86% num só ano. Não são entusiastas sem critério. São condutores normais que fizeram as contas e chegaram à mesma conclusão: um carro elétrico custa estruturalmente menos a andar do que um a gasolina ou gasóleo.

O preço de compra continua a ser o principal obstáculo, um elétrico médio parte dos 25.000 a 30.000 euros. Mas quando se somam combustível, manutenção e impostos ao longo de cinco anos, o resultado inverte-se com frequência.

Carro eléctrico em Portugal

Contexto

Combustível cada vez mais caro: quanto gastas por mês?

No final de abril de 2026, a gasolina 95 custava em média 1,927 € por litro e o gasóleo 1,958 €. Com a instabilidade geopolítica no Médio Oriente a pressionar os mercados petrolíferos, as previsões apontam para subidas adicionais de seis a dez cêntimos por litro nas semanas seguintes, e o barril de Brent continua acima dos 100 dólares.

  • 1 000 km/mês Uso urbano. Carro a combustão: ~100 €. Elétrico em casa: ~17 €. Poupança mensal de cerca de 83 €.
  • 1 500 km/mês Uso misto. Carro a combustão: ~150 €. Elétrico em casa: ~26 €. Poupança mensal de cerca de 124 €.
  • 2 000 km/mês Pendular. Carro a combustão: ~200 €. Elétrico em casa: ~35 €. Poupança mensal de cerca de 165 €.

Combustão calculada a 7,5 L/100 km a 1,93 €/L; elétrico a 16 kWh/100 km a 0,14 €/kWh em período de vazio noturno.

"Em menos de um mês, o gasóleo acumulou uma subida de quase 40 cêntimos por litro. Encher um depósito de 50 litros ficou cerca de 20 euros mais caro. Não é um pico, é a tendência."


Energia

Quanto custa carregar um carro elétrico em Portugal?

Com uma tarifa bi-horária e o carregamento programado para o período de vazio noturno, o kWh fica entre 0,10 € e 0,14 €. Uma bateria de 60 kWh, o tamanho comum nos elétricos médios, carrega por cerca de 8,40 € de noite.

O mesmo percurso num carro a gasolina, ao preço atual, sai por volta de 87 € em combustível. Mesmo quem carrega exclusivamente em postos rápidos públicos, o cenário menos favorável, anda 30 a 50% mais barato por quilómetro do que num carro a combustão. Para quem carrega em casa, essa diferença chega facilmente a 80%.

O custo real por quilómetro
Casa · vazio noturno ~1,40 €/100 km
Casa · tarifa simples ~3,20 €/100 km
Rede pública · rápido ~8,00 €/100 km
Gasolina 95 (referência) ~14,45 €/100 km
Preço por kWh e custo por 100 km — por tipo de carregamento
Tipo de carregamento Preço médio /kWh Custo / 100 km
Casa · vazio noturno 0,10–0,14 € ~1,40–2,25 €
Casa · tarifa simples 0,18–0,22 € ~2,90–3,50 €
Rede pública · carregador lento 0,25–0,35 € ~4,00–5,60 €
Rede pública · carregamento rápido 0,40–0,60 € ~6,40–9,60 €
Gasolina 95 (referência) 1,927 €/litro ~14,45 €

Estratégia

Carregar em casa ou na rede pública: qual sai mais barato?

Não há comparação. Carregar em casa custa três a quatro vezes menos do que na rede pública, e a estratégia que faz mais sentido para a maioria das pessoas combina as duas opções consoante a situação.

Para alguém que percorre 1.500 km por mês com este padrão, noventa por cento dos carregamentos em casa, de noite, no vazio, o custo mensal total em energia fica entre 22 e 32 euros. O mesmo perfil a conduzir um diesel a 6,5 L/100 km gasta perto de 191 euros. A diferença é de cerca de 1.900 euros por ano, não é um arredondamento generoso, é o número real.

"Noventa por cento dos carregamentos em casa, de noite, no vazio. Os restantes dez por cento na rede pública, nas viagens mais longas ou quando não há outra opção. É assim que a maioria dos condutores portugueses usa o elétrico no dia-a-dia."

Uma ressalva que vale a pena fazer: viver num apartamento sem lugar de garagem privativo aumenta a dependência da rede pública e encarece o custo operacional. Não é um impedimento, há cada vez mais condomínios com postos partilhados e a legislação facilita a instalação, mas é algo a ponderar antes de tomar a decisão.

Carregamento eléctrico doméstico

Solução

O que é a Go Charge e como funciona?

A Go Charge nasceu para resolver um problema concreto: a transição para o elétrico devia ser simples, mas na prática acaba por envolver demasiadas peças em separado, um contrato com a operadora de energia, outro com o instalador da wallbox, um cartão para a rede pública, e uma burocracia com o Fundo Ambiental que muita gente desiste a meio.

A ideia é centralizar tudo. Desde a primeira visita técnica à garagem até ao dia em que se acorda com o carro carregado sem ter pensado nisso, a Go Charge trata de cada passo. Avaliação gratuita, instalação certificada, configuração do carregamento inteligente e acesso à rede pública com um único cartão.

01 Perceber o teu caso

Começamos por perceber como usas o carro, como está a tua instalação elétrica e se tens garagem ou lugar privativo. A avaliação é gratuita e sem compromisso.

02 Instalação por quem sabe

A instalação da wallbox é feita por técnicos certificados, em conformidade com a Portaria n.º 220/2016 e as normas CERTIEL. Sem improviso, sem risco.

03 Carregar no momento certo

Configuramos o carregamento inteligente para o período de vazio, tipicamente das 22h às 8h, onde a eletricidade custa menos. A poupança é imediata.

Apoios do Fundo Ambiental, e como aceder a eles
  • Wallbox O Estado financia 80% do equipamento, até um máximo de 800 €.
  • Instalação Financia também 80% da instalação elétrica, até 1.000 €.
  • Burocracia A Go Charge trata de toda a candidatura no portal do Fundo Ambiental.
  • Quem pode Particulares e condomínios, um apoio por veículo elétrico registado.

Instalação

Como instalar um carregador elétrico em casa?

Uma wallbox doméstica parece um equipamento complexo, mas a instalação típica, feita por empresa certificada, fica concluída em duas a quatro horas. O equipamento fica fixado à parede da garagem e ligado diretamente ao quadro elétrico, não é diferente de qualquer outra instalação elétrica doméstica de maior dimensão.

Sem apoios, o investimento total, equipamento mais instalação, varia entre 800 e 2.000 euros, consoante a potência escolhida e a distância ao quadro elétrico. Com os incentivos do Fundo Ambiental, o valor líquido baixa para um intervalo entre 200 e 500 euros na maior parte dos casos.

Uma wallbox de 7,4 kW chega para a maioria das situações: carrega uma bateria de 60 kWh em cerca de oito horas, exatamente o tempo de uma noite de sono. O retorno do investimento, à poupança atual em combustível, demora menos de seis meses.

Se viveres em condomínio: a lei portuguesa permite instalar uma wallbox num lugar de garagem privativo sem necessitar de aprovação da assembleia de condóminos. Para partes comuns, é precisa maioria de dois terços. A Go Charge já apoiou vários condóminos neste processo.

O investimento na prática
Custo total sem apoios 800–2 000 €
Custo líquido com Fundo Ambiental 200–500 €
Potência recomendada 7,4 kW
Retorno do investimento < 6 meses
  • Avaliação Um técnico verifica a instalação elétrica existente, a potência contratada e onde fica o quadro em relação ao lugar de estacionamento. Com a Go Charge, este passo é gratuito.
  • Candidatura A candidatura ao apoio tem de ser feita antes da instalação, não depois. A Go Charge gere todo o processo no portal fundoambiental.pt para que não percas o financiamento por uma questão burocrática.
  • Instalação Executada por empresa acreditada, termina com certificado de conformidade CERTIEL, necessário para o apoio do Estado e para a garantia do veículo.
  • Configuração A maioria das wallboxes permite programar o início do carregamento. Configurado para as 22h, o carregamento noturno custa 30 a 40% menos do que durante o dia.

Infraestrutura

Rede de carregamento elétrico em Portugal: o que já existe?

Durante anos, o maior argumento contra os elétricos foi simples: "e se ficar sem bateria a meio do caminho?" Em 2026, esse argumento já não tem muito peso em Portugal.

A rede MOBI.E conta com 7.693 postos de carregamento e 14.535 pontos em todo o país, dos quais 2.987 são de carregamento rápido ou ultra-rápido, com potências entre os 50 e os 160 kW. A cobertura abrange o Continente, os Açores e a Madeira. Só em março de 2026, a rede evitou a emissão de 15 mil toneladas de CO₂.

MOBI.E

Rede nacional interoperável. Um cartão vale para todos os postos do país, de norte a sul, incluindo as ilhas. É a espinha dorsal de toda a infraestrutura pública.

EDP Charge

Maior operador privado. Aplicação com localização em tempo real, pagamento sem cartão físico e linha de apoio técnico disponível 24 horas.

Galp Electric

Integrado nas estações de serviço já conhecidas. Mesma paragem, combustível diferente, familiar para quem já abastecia aqui.

Para viajar entre Lisboa e o Porto, há postos de carregamento rápido em várias áreas de serviço ao longo da A1. Uma paragem de 20 a 30 minutos repõe 200 a 300 km de autonomia, tempo suficiente para um café e uma sandes, e carro pronto para continuar até ao Algarve.

Aplicações para encontrar postos em Portugal
  • Miio Feita em Portugal. Simula e compara preços por modelo de veículo. Permite pagar diretamente na aplicação, sem cartão adicional.
  • PlugShare O maior mapa mundial de postos de carregamento. Comentários reais de utilizadores e disponibilidade atualizada em tempo real.
  • EDP Charge Mostra o estado dos postos, inicia sessões de carregamento remotamente e regista o histórico de consumo.

"Para quem vive nas áreas metropolitanas de Lisboa ou Porto, faz os quilómetros habituais de dia e carrega em casa de noite, a rede pública é um seguro para as exceções, não uma necessidade do dia-a-dia."


A decisão

O teu caso concreto inclina a balança?

O preço de compra de um elétrico continua a ser o principal obstáculo. Mas sem IUC, sem mudanças de óleo, com travões que duram o dobro graças à travagem regenerativa, e com parqueamento gratuito em muitos municípios, a conta total de cinco anos raramente favorece o combustível.

Há três variáveis que determinam se faz sentido agora ou daqui a uns anos: onde dormes, quantos quilómetros fazes por mês, e se tens acesso a um lugar de garagem privativo.

Tens garagem ou lugar privativo?

É a variável mais importante. Com carregamento doméstico noturno, o custo por quilómetro cai para cerca de 1,40 €/100 km. Sem ele, dependes da rede pública para tudo.

Quantos quilómetros por mês?

Abaixo dos 800 km mensais, o retorno demora mais tempo. Entre 1.000 e 2.000 km, o perfil da maioria dos condutores, a poupança anual ultrapassa facilmente os 1.500 euros.

Vives em condomínio?

A lei portuguesa permite instalar wallbox num lugar privativo sem aprovação da assembleia. A Go Charge já apoiou vários condóminos neste processo e conhece bem o caminho.

"O maior inimigo da transição para o elétrico não é a tecnologia nem a rede, é a burocracia espalhada por demasiados balcões diferentes. É exatamente isso que a Go Charge resolve."

Com quatro passos avaliação, candidatura, instalação e configuração, a Go Charge trata de tudo numa única relação. A avaliação técnica não tem custo nem compromisso. Se no final do processo a conta não fechar, ninguém te obriga a avançar. Mas feita a análise, raramente é essa a conclusão.



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